sábado, 16 de janeiro de 2016

Entrando na "terra adubada com sangue" de Jorge Amado


Primeiro de tudo, segue a vídeo resenha do livro divo que eu falarei hoje:


Olá pessoal. Faz um tempinho que não apareço, eu sei. Mas tive provas de vestibulares e outros afazeres fortes dessa espécie para serem cumpridos. Por isso o atraso.
Hoje eu vim trazer a resenha de um livro requerido como leitura obrigatória para a prova do vestibular em questão: Terras do sem-fim, de Jorge Amado (o vídeo também já está aqui, dêem uma olhada^^).
GENTE, QUE LIVRO. Eu não acredito em como eu fui atrasada de só ter pego este livro pra ler em virtude do vestibular. Esse é o tipo de história que devia ser lida por todo o brasileiro que se preze.
Jorge escreveu uma história erudita fazendo uso de uma escrita popular, o que só adiciona qualidades ao livro.

A história é sobre a disputa da mata de Sequeiro Grande entre os Irmãos Badaró e o Coronel Horácio. A terra em questão é a melhor da região para o plantio de cacau, e a pessoa que conseguisse se apossar daquela mata e derrubá-la para o plantio, certamente enriqueceria. Como a mata não tinha dono registrado, teve início essa sangrenta luta entre as duas famílias.

O conjunto de personagens secundários é igualmente intenso do que nossos dois protagonistas, tais como o Feiticeiro Jeremias, o profetizador de que a terra seria lugar de muitas mortes em prol da propriedade para o plantio de cacau; Margo, ex amante de Virgílio, que custeou todos os seus estudos e quando rompe com Virgílio (que por sua vez vira amante de Ester, esposa de Horácio), torna-se amante de Juca Badaró; Negro Damião, que é o responsável pelo anúncio velado de que o confronto teria de ocorrer e que depois, no auge da sua loucura, eterniza a história da disputa épica entre as duas famílias, contando a profecia do Feiticeiro Jeremias por onde passava.

Deu pra notar a gama grande de personagens que Jorge Amado inseriu no livro, e a sua importância imprescindível para o desenrolar da história.

O spoiler do fim desta história está no vídeo. Nesta resenha deixo apenas meus votos de que vocês leiam essa obra, pois é uma das melhores já escritas por Jorge, e tudo indica que se trata de uma situação nada ficcional, mas deixo essa brecha para a interpretação do leitor.

Primeira edição datada de 1942; a edição que eu li, muito mais recente, é da Companhia das Letras, segue foto abaixo:

                                           

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