sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A tentativa frustrada de ser mais assídua e Anne Bronte

Bom, gente, minha última postagem foi em Maio de 2015, já estamos em Janeiro de 2016, mas realmente não tive muita produtividade literária este ano, devido aos meus estudos para tentar entrar em um concurso público/vestibular, fiz uma grande pausa nas minhas leituras.

Mas vamos lá. Terminei de ler A moradora de Wildfell Hall, de Anne Bronte, recentemente.

Primeiramente eu já havia assistido a série da BBC e amei, cometi o erro de assistir a série ANTES de ler o livro (sim, me chicoteiem). Mas, ainda assim, o estilo da escrita da Anne não desaponta.

Meu único porém negativo é única e exclusivamente com a MINHA edição. É a edição da Landmark, lançada em 2008, e bilíngue. Mas gente, a fonte da edição é EXTREMAMENTE pequena, não recomendo esta edição nem para aqueles que têm vontade de ler a obra em inglês. Sério, se for este o caso, compre a edição da Penguin Classics, pela internet.



Minha edição: que fique claro, NÃO RECOMENDO.




Eu paguei menos de 20 reais nesta edição (Submarino) e na época era a única que havia desta obra no Brasil, hoje já contamos com outra alternativa, que eu particularmente acho bem melhor, que é a edição da editora Pedrazul, segue o link abaixo para quem quiser conferir:



Link da edição da Pedrazul

Bem, passadas as introduções, vamos à opinião e considerações gerais:

O livro é abertamente feminista, são capítulos epistolares que narram tanto a atração de Gilbert por ela e as situações por ele sentidas através de cartas para um amigo, quanto o ponto de vista da Helen, essa incrível protagonista, através do diário dela, que será lido por Gilbert.

Eu não lembro de ter conhecido um personagem, em toda a minha experiência literária, tão desprezível quanto Arthur, o marido de Helen, por razões mil, você fica com raiva da Helen por não dar ouvidos à tia (que repudiava a ideia desse casório) e confesso que as vezes dá vontade de jogar o livro longe, por ser tão bem escrito, que as situações HORROROSAS que a Helen passa, são vívidas demais para o leitor.

Digo uma última coisa sobre a autora, pois do livro, cabe ao leitor ter a coragem de ler a obra até o fim para saber se háverá ou não um final feliz nessa história altamente intensa (risos).
Anne Bronte é ALTAMENTE subestimada entre a tríade das irmãs, amo Charlotte e Emily, mas a surpresa que eu tive com a excelência da escrita de Anne, não teve preço. Recomendo demais.

Até a Próxima, povo^^



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